quarta-feira, 10 de junho de 2009

Navegadores x Novas ameaças

A criminalidade toma conta da cidade e da Internet também. Conheça as medidas que os navegadores precisam tomar para tentar conter a avalanche de novas ameaças na web.

Roubos, assaltos, golpes ou fraudes não são mais exclusivos do mundo real. É claro que todos sabem disso, tendo em vista a enxurrada de alertas sobre segurança na Internet. Mas, você já ouvir falar no ditado “o seguro morreu de velho”? Em um mundo pouco conectado isso poderia até funcionar, entretanto com o aumento da capacidade de criação de novas ameaças virtuais, se o seguro não se atualizar, vai morrer mais cedo. 

Acabou o tempo em que era necessário dar atenção apenas aos spams e vírus, hoje o vocabulário de ameaças está muito mais extenso e precisamos de ajuda para tentar ficar bem longe de todos os phishings, malwares, keyloggers, hijacks e trojans que rondam os computadores do mundo inteiro. Os antivírus são ótimos aliados no combate à invasão de todas estas pragas ao computador, no entanto, os navegadores também têm participação significativa nesta luta sem fim. 

Seu navegador pode ser considerado a porta principal quando consideramos a possibilidade de um invasor tentar acessar sua maquina, pois é por meio dele que acessamos contas de email, sites, compras online, realizamos downloads ou consultas financeiras, por exemplo. Desta forma, ele precisa ser seguro o suficiente para dar conta de barrar todas as velhas e novas formas de práticas de crimes virtuais.



Futuro obscuro

Pelo o que parece, o futuro não pretende ser muito otimista. De acordo com o relatório anual da ameaças da Trend Micro, ações comuns hoje como, envio de spams, tentativas de phishing e disseminação de vírus, por exemplo, continuarão a crescer. O que assusta é que novas formas de ataque irão se espalhar pela Internet e prometem prejuízos e dor de cabeça para os desavisados. 

Segundo o relatório, ransomwares (forma de ataque que rouba dados, os armazena e pede algo em troca para a devolução) terão aumento significativo na segunda metade de 2009 e empresas de pequeno e médio porte, com conteúdo na Internet, serão os possíveis alvos. Usuários de Mac e Linux que se cuidem! Com a popularização dos note e netbooks que trazem estes SO, é melhor investir em bons antivírus. 

O que os navegadores estão fazendo?

Cross-scripting

Com um futuro sombrio e cheio de problemas anunciados, os navegadores vêm investindo em novas formas de proteger seus usuários das novas ameaças da Internet.

Uma das principais é o cross-scripting, onde um cracker consegue burlar o sistema de segurança de uma página e inserir um link para uma página perigosa, na qual possivelmente você será infectado. 

Esta página pode ser a de um banco, loja virtual, site de notícias, ou seja, qualquer site de confiança pode ter em algum link e até em banners de publicidade, uma passagem secreta para um ataque. 

O Internet Explorer em sua versão 8 já disponibiliza ferramentas para barrar este tipo de ameaça, desta forma se você clicar em algum link que o direcione para um site perigoso, o browser fará a restrição ao acesso. Já o Mozilla Firefox também oferece uma ferramenta para bloquear sites que podem ser maliciosos ao verificar o certificado de segurança do mesmo. 
 
Anti-phishing e pop-ups

Oferecer ferramentas anti-phishing é requisito básico para qualquer navegador, haja vista que esta modalidade de crime virtual não para de crescer. Novamente, o IE 8 se destaca por trazer um eficiente mecanismo de defesa contra o direcionamento para sites não seguros. 

Pop-ups também são muito perigosos e podem ser uma eficiente porta de entrada para perigos online, tendo em vista que quando eles aparecem, o que mais queremos é fechar a janela e, desta forma você pode clicar em seu interior, ser direcionado a um site perigoso, ser infectado por um trojan e, possivelmente, ter um grande problema. Sendo assim, todos os grandes navegadores oferecem dispositivos para barrar esta forma de publicidade, que muitas vezes é utilizada para o crime, continue fazendo mais vítimas.



O IE 8 fez a lição de casa

Dentre os navegadores que receberam atualizações recentes, o Internet Explorer 8 se destaca dos demais. Vale lembrar que o objetivo deste artigo não é confrontar navegadores, mas sim mostrar em que eles estão investindo na área de segurança. Desta forma, o IE 8 é, pelo o que parece, o mais preocupado em facilitar o acesso a suas novas ferramentas de segurança: SmartScreen e InPrivate, tendo em vista que elas estão disponíveis em uma barra com acesso direto a elas.

SmartScreen

O filtro SmartScreen permite que ao usuário realizear uma varredura nos sites que podem trazer alguma forma de cross-scripting ou phishing, e verificar se em algum canto há alguma armadilha. Este filtro também realiza, em casos mais severos, a pré-visualização de um site ou download e avisa quando ele certamente trará perigos à sua máquina.



InPrivate

Depois da enxurrada de reclamações e dúvidas dos usuários a respeitos dos dados de navegação que os navegadores e serviços online coletam, parece que o IE resolveu “colocar as cartas na mesa” e oferecer uma ferramenta que permite uma navegação sem rastros. Ao ativar a ferramenta “InPrivate” você bloqueia ou tem maior controle sobre as informações recebidas pelo navegador ou serviços enquanto você os usa, mas como nem tudo é festa, em alguns casos, ao bloquear o acesso a dados, alguns conteúdos ficam indisponíveis para você, ou seja, “é dando que se recebe” e sem choro. 

O inferno são os outros?

Muitos destes problemas são gerados por falhas na segurança dos sites, pois de acordo com a Acunetix, em uma pesquisa realizada em 2007, 70% dos sites no ano de 2006 possuíam falhas severas na segurança, o que contribui (e muito) para a proliferação de novas formas de crimes, contudo o maior prejudicado pode ser o usuário destes sites displicentes. Acredite se quiser, até sites de antivírus apresentam falhas de segurança de acordo com o site The Register. As páginas do famoso Kaspersky, Trend Micro, Symantec, Eset (Nod32), AVG e Fsecure apresentaram vulnerabilidade ao cross-scripting (um perigo!).

terça-feira, 9 de junho de 2009

Principais Problemas em Testes de Antivirus

Um dos grandes desafios da indústria da segurança virtual é testar programas antivírus de maneira eficiente. Saiba mais sobre isso e também sobre como identificar um bom teste.

Numa rápida pesquisa pela internet você verificará que quando o assunto é a funcionalidade e eficiência dos programas antivírus existentes no mercado, as opiniões são sempre incertas, afinal, até mesmos os especialistas têm dificuldade para fazer uma avaliação.

Não fosse somente as milhares de pragas que já existem por aí a cada semana surgem novos e mais ferozes vírus e ameaças à segurança de sua máquina e à integridade de seus dados e informações. Tentando dar uma contribuição para essa discussão, o Baixaki publica agora um artigo tratando sobre estas dificuldades e o que pode ser feito para superá-las.

Padronização de Testes Antimalware

Visando padronizar estes testes de programas antivírus de modo a torná-los mais justos para todos os programas antivírus disponíveis na internet, foi criada a AMTSO - Anti-Malware Testing Standars Organization (Organização para Padronização de Testes Antimalware). No último mês de outubro a organização divulgou seus primeiros documentos, contendo normas e princípios para testes.

Principais Problemas em Testes de Antivirus

Um dos grandes desafios da indústria da segurança virtual é testar programas antivírus de maneira eficiente. Saiba mais sobre isso e também sobre como identificar um bom teste.

Numa rápida pesquisa pela internet você verificará que quando o assunto é a funcionalidade e eficiência dos programas antivírus existentes no mercado, as opiniões são sempre incertas, afinal, até mesmos os especialistas têm dificuldade para fazer uma avaliação.

Não fosse somente as milhares de pragas que já existem por aí a cada semana surgem novos e mais ferozes vírus e ameaças à segurança de sua máquina e à integridade de seus dados e informações. Tentando dar uma contribuição para essa discussão, o Baixaki publica agora um artigo tratando sobre estas dificuldades e o que pode ser feito para superá-las.

Padronização de Testes Antimalware

Visando padronizar estes testes de programas antivírus de modo a torná-los mais justos para todos os programas antivírus disponíveis na internet, foi criada a AMTSO - Anti-Malware Testing Standars Organization (Organização para Padronização de Testes Antimalware). No último mês de outubro a organização divulgou seus primeiros documentos, contendo normas e princípios para testes.

Como reconhecer problemas em testes com programas antivírus.

Um dos grandes desafios da indústria da segurança virtual é testar programas antivírus de maneira eficiente. Saiba mais sobre isso e também sobre como identificar um bom teste.

Numa rápida pesquisa pela internet você verificará que quando o assunto é a funcionalidade e eficiência dos programas antivírus existentes no mercado, as opiniões são sempre incertas, afinal, até mesmos os especialistas têm dificuldade para fazer uma avaliação.

Não fosse somente as milhares de pragas que já existem por aí a cada semana surgem novos e mais ferozes vírus e ameaças à segurança de sua máquina e à integridade de seus dados e informações. Tentando dar uma contribuição para essa discussão, o Baixaki publica agora um artigo tratando sobre estas dificuldades e o que pode ser feito para superá-las.

Padronização de Testes Antimalware

Visando padronizar estes testes de programas antivírus de modo a torná-los mais justos para todos os programas antivírus disponíveis na internet, foi criada a AMTSO - Anti-Malware Testing Standars Organization (Organização para Padronização de Testes Antimalware). No último mês de outubro a organização divulgou seus primeiros documentos, contendo normas e princípios para testes.



Esta organização é composta por empresas do ramo de informática e da segurança. Dentre a lista de membros figuram nomes como a IBM, as fabricantes de antivírus AVIRA, Kaspersky Lab, McAfee, Panda Security e Symantec, entre outras, além de laboratórios especializados em testes com programas do gênero como o AV-Comparatives e o AV-Test.

Apesar de haver uma “agência reguladora” internacional que padroniza os testes antivírus, isso não deve fazer com que os usuários deixem de encontrar testes problemáticos internet a fora. A criação do AMTSO visa regular, porém não tem nenhum poder legal sobre alguém que queira realizar e publicar testes de segurança envolvendo programas antivírus. De qualquer modo, existem alguns itens que devem ser levados em conta e o Baixaki citará alguns neste artigo.

Origem dos vírus testados

Se você está analisando um relatório de testes de programas antivírus, deve ficar atento quanto à origem dos vírus utilizados. Muitas empresas fazem uso de pacotes de vírus pertencentes a colecionadores (pois é, tem gente que coleciona vírus!) ou a especialistas. Acontece assim: a empresa consegue os vírus e realiza o teste com diversos programas diferentes, verificando vários aspectos diferentes.

Esta abordagem tem alguns problemas, como o fato de que este pacote liberado por colecionadores e especialistas é, geralmente, pequeno se comparado à enorme quantidade de ameaças existentes na web.

Deste modo, alguns softwares podem ser beneficiados em relação a outros. Além disso, pode acontecer das desenvolvedoras dos antivírus terem acesso aos pacotes de vírus, visto que são disponibilizados livremente, o que as beneficiaria nos testes.

Para fugir deste problema, procure sempre testes realizados com vírus adquiridos de maneira independente, sem nenhum comprometimento da empresa que realiza a análise com quaisquer outros indivíduos envolvidos com a criação ou a compilação de pragas virtuais.

Falsos positivos

Outro problema bastante recorrente nos testes realizados com softwares antivírus são os chamados “falsos positivos”. Este termo denomina os alarmes falsos emitidos pelo antivírus, ou seja, arquivos limpos que são identificados como vírus pelo scan do software. Infelizmente ainda não existem testes para identificar falsos positivos, o que acaba gerando problemas e retardando o teste, pois alguns arquivos precisarão ter suas informações verificadas manualmente na internet antes de serem deletados.

Além disso, corre-se o risco de apagar algum arquivo do Windows ou necessário para o funcionamento de outro programa por engano. Portanto para se proteger é bom se informar sobre a taxa de acerto do programa antivírus ou então buscar por comentários de usuários espalhados por inúmeros fóruns e redes sociais.

Teste somente com arquivos comprovadamente maliciosos

Algumas empresas e revistas especializadas, ao testar programas antivírus, fazem uso somente de arquivos conhecidamente malicioso, ou seja, usa somente vírus reconhecidos em suas análises.

Isso é, obviamente, um grande problema para os usuários, afinal, se somente vírus já conhecidos são usados, não há como saber da capacidade do programa em identificar novas ameaças.

Além desse problema citado acima, o uso de arquivos “comprovadamente maliciosos”, mas que são na verdade falsos positivos, podem acabar prejudicando alguns softwares que, corretamente, não os identificam como vírus. Para fugir disso, procure testes realizados com diversos arquivos "desconhecidos", não somente com aqueles já reconhecidos como vírus.

Análise de comportamento ou Análise heurística

Por fim, este tipo de análise é também um problema, pois é aquela que só identifica se um arquivo está infectado quando ele está em atividade. Este processo, chamado de análise de comportamento ou análise heurística, é extremamente mais trabalhoso e talvez os resultados não sejam tão proveitosos.

Isso acontece porque como é um teste demorado, normalmente é realizado em menos arquivos do que os demais. Este “problema” não tem solução, mas caso se depare com este tipo de análise, verifique se o analista possui bons argumentos para fundamentar a opção por este procedimento.

Testes confiáveis?

Das empresas que participam do AMTSO, nós citamos dois laboratórios. Estes são fontes confiáveis para relatórios sobre antivírus. Acesse as páginas do AV-Comparatives e do AV-Test (clique para acessar) e verifique resultados de análises disponíveis. É uma boa maneira de escolher um programa antivírus para baixar ou até mesmo comprar uma licença.

sábado, 6 de junho de 2009

Troque Seu Papel de Parede do Windows Automaticamente!.

Troque seu papel de parede do Windows automaticamente.

Março 24, 08 por Bruno Lopes (Administrador)

Algumas pessoas não se importam muito com o papel de parede do Windows, mas há outras que gostam de trocá-lo constantemente, e é para elas que esse tutorial é indicado.
Apesar de simples, se você quer mudar o papel de parede do seu computador várias vezes ao dia, o processo se tornará chato e repetitivo. E é aí que o Automatic Wallpaper Changer entra. Basta você indicar uma pasta onde você salva seus papéis de parede e escolher um intervalo de tempo e automaticamente ele vai mudar seu papel de parede sem que você tenha que dar nenhum comando.
Abaixo vão instruções basicas de como usar o programa:

- Primeiro é necessário que você baixe-o aqui e logo após, instale-o.

- Na tela inicial do programa você configurará o básico para que o programa troque seus papéis de parede periodicamente.

- Em "Directory" você escolherá a pasta que contém as figuras que você quer usar como papel de parede, se houver subdiretórios dentro dessa pasta e você quiser que as figuras dentro deles sejam também usadas como papel de parede, marque a opção logo abaixo, chamada "Display files in subdirectories too".

- Após escolher a pasta, no campo "Period" você indicará o intervalo em minutos que você deseja que o seu papel de parede seja trocado.

- Abaixo há várias opções para que você escolha. Elas permitem que você escolha o posicionamente da figura quando ela for escolhida como o papel de parede. Recomendo que você escolha "Centred".

- Pronto. Agora seu papel de parede sempre irá mudar dentro do intervalo que você escolheu.

Outras configurações

Há algumas configurações mais avançadas que permitem personalizar e aperfeiçoar o funcionamento do programa. A principal é a que orienta o programa sobre o que fazer se a figura escolhida para ser o papel de parede é maior ou menor que a área demonstrada pelo seu monitor. Para configurar isso faça o seguinte:

- Vá no menu "File -> Preferences"

- Na janela que abriu clique na aba "Image Processing"

- Você verá um grupo de opções chamado "Stretching", é nele que você irá indicar o que o programa deve fazer se a figura escolhida para ser o papel de parede for maior ou menor que o tamanho recomendado. As opções são as seguinte:

No Stretching: Não altera a figura em nada. Ela é mostrada exatamente como ela é.
Best fit: O programa tentará achar a melhor forma para mostrar a figura.
Full screen: O programa preencherá toda a tela coma figura do wallpaper.
Worst fit: O programa tentará achar a pior forma para mostrar a figura.
Always shrink large pictures: Se a figura for maior que o tamanho recomendável, o programa dimunuirá essa figura para mostrá-la corretamente.

As outras opções são para aplicar efeitos. Você pode tentar usá-las à vontade para ver se você encontra um ajuste que lhe agrade.

P.s.: O programa funciona em versões do Windows iguais ou superiores ao Windows 98.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Quais são as diferenças entre cartões de memória?

Saiba um pouco mais sobre cada uma das terminações que definem cartões de memórias presentes em diversos aparelhos eletrônicos.

Espaço é algo cada vez prezado no mundo eletrônico. Em computadores, celulares, câmeras digitais, videogames e diversos outros aparelhos necessitam de mais espaço para armazenamento.

É bastante comum também o uso de equipamentos auxiliares para a expansão de memória e o mais conhecido de todos é o cartão de memória, utilizado atualmente em praticamente todos os aparelhos citados anteriormente.

Contudo, este ainda é um tema bastante desconhecido, pois atualmente existem no mercado inúmeros modelos diferentes, muitas vezes disponíveis apenas para um tipo de aparelho o que acaba causando alguns problemas quando um novo eletrônico é adquirido. Para tentar esclarecer algumas destas dúvidas, publicamos agora um artigo tratando sobre as diferenças destes cartões de memória diferentes.

O que é um cartão de memória?

Falando um pouco mais tecnicamente, cartão de memória é um dispositivo de armazenamento baseado na tecnologia Flash, algo semelhante ao que ocorre com a memória RAM de seu computador.

A diferença é que o cartão de memória não perde seus dados ao acabar o fornecimento de energia (quando você desliga a câmera ou quando acaba a bateria), ao contrário do que ocorre com a memória RAM.

E quais os tipos de cartão existentes?

Existem ao todo seis grandes grupos diferentes de cartões de memória: CF, SM, MMC, MS, SD e XD. Alguns grupos possuem algumas outras versões o que significa que ao todo podem ser encontrados mais de 20 modelos diferentes deste equipamento. Falaremos agora um pouco sobre cada um desses seis grupos. Vamos lá?

CF – CompactFlash

Este foi o primeiro cartão a surgir no mercado em 1994 e é até hoje o modelo mais popular. Ele é utilizado principalmente em câmeras fotográficas digitais de diversas marcas e modelos e pode ser encontrado em diversas velocidades diferentes. Sua velocidade de transmissão funciona da seguinte maneira: um cartão CompactFlash 1x transfere dados a 150 KB/s o que significa que um CF 10x realizará a mesma tarefa a 10 x 150 KB/s, ou seja, 1,5 MB/s

CompactFlash

Seu consumo de energia em alto desempenho é de 65 mA (miliampéres) em 5 V (volts) ou 50 mA em 3,3 V e suas dimensões são as seguintes: Type 1 - 42,8 (L) x 3,3 mm (A) x 36,4 mm (C) / Type 2 - 42,8 (L) x 5,5 mm (A) x 36,4 mm (C) Este cartão pode ser encontrado em 8 capacidades diferentes: 64 MB, 128 MB, 256 MB, 512 MB, 1 GB, 2 GB, 4 GB, 8 GB e 100 GB (somente o Type 2). Ele é fabricado pela SanDisk e para maiores informações acesse o site da CF Association (clique para acessar).

SM – SmartMedia

Este cartão de memória cujo formato se assemelha a um disquete foi desenvolvido pela Toshiba em 1995 e seu nome original era Solid State Floppy Disk Card. Sua variação de capacidade é bastante inferior ao do CF: 2 MB, 4 MB, 8 MB, 16 MB, 32 MB, 64 MB e 128 MB. Sua taxa de transferência chega a 2 MB/s e ele se destaca por ser extremamente fino. Suas dimensões são as seguintes: 37 mm (L) x 0,7 mm (A) X 45 mm (C).

SmartMedia

Este padrão, que já não é mais utilizado, alcançou seu ápice no início dos anos 2000, quando duas grandes empresas fabricantes de câmeras digitais passaram a apoiar o formato. Contudo, a limitação quando à sua capacidade (a máxima alcançava somente 128 MB ) foi um dos principais motivos de sua derrocada. O golpe final veio quando as empresas que apoiavam o formato – Fujifilm e Olympus – passaram a utilizar o xD.

xD – Extreme Digital

Outro formato originalmente desenvolvido pela Toshiba, o xD passou a ser produzido pela Fujifilm e pela Olympus a partir de 2002. Ele veio para substituir o SM, pois é menor e possui uma capacidade várias vezes maior. Sua versão original possui seis variações de capacidade: 32 MB, 64 MB, 128 MB, 256 MB, 512 MB e 1 GB. A capacidade das outras duas versões, Tipo H e Tipo M, podem chegar a 8 GB.

xD-Picture Card

A velocidade de transferência chega a 5 MB/s e suas dimensões são as seguintes: 20 mm (L) x 1,7 mm (A) x 25 mm (C). Apesar de suas vantagens, seu uso se restringe muito a câmeras digitais, o que faz com que venha perdendo força no mercado para outros formatos. Para mais informações acesse a seção xD Media do site da Olympus (clique para acessar).

MMC – MultiMediaCard

Lançado originalmente em 1997 é usado por diversas empresas da área da tecnologia, como HP, Samsumg e Nokia. Ele é fabricado pela SanDisk e pela Siemens e outros três modelos além do MMC original: o RS-MMC, MMC+ e o MMCmicro.

Este tipo de cartão, usado inicialmente para celulares e pagers, só passou a ganhar mais força através do uso em câmeras digitais, porém, sua representação no mercado atual é mínima. Suas dimensões são as seguintes: 24 mm (L) x 1,4 mm (A) x 32 (C). Sua capacidade de armazenamento chega a 4 GB (versão MMC+) e a taxa de transferência é de 2,5 MB/s. Maiores informações no site da MMC Association (clique para acessar).

Saiba um pouco mais sobre cada uma das terminações que definem cartões de memórias presentes em diversos aparelhos eletrônicos.

MS – Memory Stick

Estes modelos de cartão foram criados e são utilizados em produtos da Sony. Alguns modelos da Konica Minolta e da Samsung também suportam este equipamento.

Sua fabricação fica por conta da própria Sony e também da SanDisk. Ao todo, são cinco modelos MS existentes no mercado: Standart, Pro, Duo, Pro Duo e Micro.

O tamanho é um dos diferenciais dentre as versões: as versões Standart e Pro possuem as mesmas dimensões – 21,4 mm (L) x 2,8 mm (A) x 50 mm. As versões Duo são menores em relação às anteriores, porém iguais entre si: 20 mm (L) x 1,6 mm (A) x 31 (C). A versão Micro possui 25% do tamanho da Duo, é suportada por telefones celulares e pode ser usada como MS Duo em outros dispositivos através de um adaptador. Assim como as versões Duo, que com adaptador podem ser “transformadas” em Standart e Pro.

Outro fator que difere as versões são suas capacidades: MS Standart e Duo têm capacidade de até 128 MB, MS Pro armazena até 4 GB e Pro Duo até 16 GB. Maiores informações, acesse a página oficial do produto (clique para acessar).

SD – Secure Digital

A mais famosa marca de cartões de memória foi lançada originalmente em 1999, pela Panasonic, SanDisk e Toshiba e ao longo dos anos ganhou mais algumas versões: miniSD, micro SD, SDHC, miniSDHC e microSDHC. Como sempre acontece com estes equipamentos, a diferença básica das versões é seu tamanho e sua capacidade.

SD e SDHC

Os formatos SD e SDHC, possuem o mesmo tamanho – 24 mm (L) x 2,1 mm (A) x 32 mm (C) – e mesma capacidade – máximo de 32 GB. Sua diferença fica na taxa de transferência maior presente no último. Cartões miniSD e miniSDHC possuem o mesmo tamanho - 20 mm (L) x 1.4 mm (A) x 21.5 mm (C), mas se diferenciam na capacidade máxima: 2 GB o primeiro e 8 GB o último. Além disso, a velocidade de transferência é maior no último.

miniSD/miniSDHC e microSD/microSDHC

O microSD e o microSDHC também possuem o mesmo tamanho: 15 mm (L) x 1 mm (A) x 11 mm (C). Suas capacidades também são iguais, 16 GB, e a diferença fica pela velocidade de transferência maior no último. Para maiores informações acesse o site da SD Association (clique para acessar).

COMPARATIVO

Padrão Universal

Apesar de toda a praticidade de um cartão de memória, afinal você tem em suas mãos um expansor de memória minúsculo e normalmente com grande capacidade, um ponto deve ser ressaltado. Diferentemente de outros equipamentos, os cartões de memória ainda não possuem um formato universal.

Isso causa um contratempo pelo qual muitos de vocês, caros leitores, já devem ter passado. O que acontece é o seguinte: ao adquirir uma câmera digital de uma determinada marca, você compra também o cartão de memória compatível.

Depois de algum tempo você resolve trocar de câmera e então o cartão antigo não é suportado pelo novo aparelho, pois é de uma marca diferente.

Ou então você possui uma câmera digital, uma filmadora digital e um videogame portátil que utiliza cartão de memória para armazenar dados. É muito provável que será necessário um cartão de memória diferente para cada aparelho, pois dependendo de suas marcas, cada aparelho terá suporte a um modelo de cartão diferente.

Um bom exemplo de formato universal é o USB, padrão utilizado por celulares, videogames, câmeras, reprodutores de mídia portáteis, pen drives, filmadoras e diversos outros eletrônicos. Seu computador possui portas de entrada USB e elas são iguais. Qualquer aparelho que utilize este formato terá o plug de saída igual, o que facilita sobremaneira a vida dos usuários.

UFS: O padrão universal para cartões de memória

De uns anos para cá, contudo, a indústria de cartões de memória parece estar caminhando nesta direção. O órgão para padronização de engenharia e semicondutores dos Estados Unidos, JEDEC (Conselho Conjunto para Engenharia de Dispositivos de Elétrons), propôs a criação do UFS (Universal Flash Storage ou, em português, Armazenamento Universal em Flash), um padrão universal para cartões de memória. Esta idéia é apoiada por gigantes da indústria eletrônica como Samsung, Nokia e Sony Ericsson e deve estar finalizada em 2009.

Mais uma vez nós do Baixaki elaboramos um levantamento com informações pertinentes a um item cada vez mais corriqueiro na vida de nossos usuários/leitores. Esperamos ter esclarecido algumas de suas dúvidas. Agora é a sua vez! Deixem seus comentário, suas dúvidas, suas críticas e/ou suas sugestões a respeito deste assunto.

E Se Um Dia Você Acordasse e Não houvesse INTERNET?

Um possível pane geral da internet - assim como invasões alienígenas, catástrofes planetárias e a incapacidade dos sentidos - gera tanto medo nos seres humanos que já habita o mundo da ficção. O livro O Colapso dos Bibelôs (Moderna, 2008), da escritora campineira Índigo, desenha uma realidade sombria para adolescentes: o mundo desconectado.

O garoto Danilo acorda e percebe que todas as telecomunicações, fixas e móveis, não estão funcionando. É aí que se vê sozinho, já que não sabe onde os colegas virtuais moram nem como contatá-los numa situação como essa.

Índigo, 37 anos, escreve há 13 na internet, hoje mantém o blog diariodaodalisca.zip.net e pretende com o livro questionar quanto a tecnologia nos controla - em vez do contrário.

"Percebo com amigos que eles têm dificuldade de se comunicar, se colocar, dar opinião e discursar quando há pessoas reais ouvindo", diz.

Mas isso não é a demonização da rede, segundo ela. "Eu não seria nada sem internet. Minha geração de escritores só tem poder de articulação porque estamos na internet." A questão seria saber existir em ambas as realidades.

TRECHO DO LIVRO

"Continuo em frente ao computador, digitando feito louco. Estou aqui há três horas, escrevendo num Word estéril, falando com as paredes, salvando a cada cinco linhas com medo das quedas de energia. No começo, deixava MSN, e-mail, tudo aberto. (...) Resolvido. Hoje vou para uma lan house, postar em paredes."

‘O Colapso dos Bibelôs’ Índigo, ed. Moderna, 2008